Um ano após tragédia, TAM faz parquinho para crianças e revolta familiares

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Falta somente uma semana para completar um ano do maior acidente da história da aviação brasileira, quando o Airbus-A320 da TAM não conseguiu pousar no aeroporto de Congonhas, resultando na morte de seus 199 ocupantes além de pessoas em terra.


E a TAM parece não se sensibilizar muito com isso já que montou um parquinho de diversões (com aeromoça de verdade, de crachá e uniforme), no Shopping Higienópolis, região central de São Paulo, o que causou revolta entre os familiares das vítimas.
O espaço conta ainda com uma réplica de avião, birutas, simuladores de vôo, piscina de bolinhas, torre de controle, dois manetes, duas alavancas, painéis de vôo e um piso que imita nuvens e um céu azul.

“É uma insensibilidade. Esse brinquedinho é só mais uma demonstração de que, para a TAM, as vítimas não são pessoas, são números”, diz Roberto Gomes, irmão da vítima Mário Gomes, de Porto Alegre.

Presidente da Afavitam (Associação dos Familiares de Vítimas da TAM), Dário Scott diz que “o problema [da ação de marketing] é o momento”.

“É mesmo uma falta de sensibilidade fazer uma área de lazer com avião no mês em que o acidente completa um ano. Os familiares estão passando penosamente por essa data, não é fácil. A filosofia deles é que nada substitui o lucro. Só espero que no simulador das crianças funcione o reversor e funcione tudo”, disse  Scott, que perdeu a filha Thaís no acidente aéreo.

Reportagem extraída do jornal Folha de São Paulo, edição de 11 de julho de 2008.






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