5 benefícios do karatê para crianças que vão além do esporte

Fundação Edmílson atende crianças carentes com atividades que as ajudam a desenvolver-se social e intelectualmente

O equilíbrio entre corpo, mente e espírito são as bases fundamentais do Karatê que, como arte marcial, foca no desenvolvimento de uma vida saudável e ajuda no desenvolvimento pessoal e social. Valores que casam com os da Fundação Edmílson que busca fazer a diferença e virar o jogo das crianças que vivem em comunidades carentes.

Com classes ministradas todos os dias, as aulas de Karatê da Fundação Edmílson para crianças carentes de 5 a 17 anos têm o objetivo de ser mais do que uma arte de autodefesa. “Muito mais que um método de defesa pessoal, o karatê não tem nada de violento. É uma arte marcial que ajuda no desenvolvimento de habilidades corporais e coordenação motora que são importantíssimas para crianças e adolescentes, mas também funciona como instrumento de respeito e socialização. Vencer um campeonato é lindo e os incentivamos e comemoramos, mas o nosso objetivo maior é transformá-los em cidadãos do bem”, conta Erika Brahin, Coordenadora Geral da Fundação.

Além de socializar com os colegas em classe, os professores de Karatê da Fundação o usam de forma pedagógica para ajudá-los, inclusive, na vida fora do tatame. “Usamos o Karatê como uma técnica pedagógica de socialização que os educa e ensina a evitar a violência e a controlar seu ímpeto agressivo. Isso acontece porque direcionamos a sua energia para o bem-estar geral e mostramos como o esporte pode canalizar sentimentos hostis e transformando-os em algo bom”, destaca Erika.

Pensando em esclarecer sobre estes ensinamentos pedagógicos extras do esporte, o professor de karatê Luciano Fernandes destaca os principais benefícios da prática para crianças e adolescentes:

Formação de caráter – Por meio do desenvolvimento da autoconfiança, a criança já aprende, desde o primeiro dia de aula, e com treinamentos rigorosos, que o seu desempenho depende única e exclusivamente da sua entrega e dedicação.

Disciplina – Leva-se em conta o processo de desenvolvimento motor, intelectual e psíquico de cada um. Sem comparações. Com a relação próxima com os professores, o aluno aprende a importância das hierarquias, aprende a ouvir críticas, controlar seus impulsos e a ter disciplina. Aprende que com o tempo se obtém o maior nível de concentração e evolução dentro do esporte e de outras áreas como a escola e/ou o trabalho.

Respeito – Ao seu oponente, a si mesmo, ao próximo. Seja durante uma competição, na escola, na rua ou em outro qualquer ambiente. Entendem que o ego e a vaidade devem ser controlados e que a solidariedade e a cooperação podem ser o diferencial para transformar suas vidas e suas escolhas dentro e fora do esporte.

Agilidade cerebral – Como seus movimentos pedem agilidade, força, concentração, memória e reflexos, ajuda na melhoria da condição motora e mental. Pois o seu poder está na mente e não no corpo.

Comemorar suas conquistas e valorizar seu próprio esforço – “Muitas crianças carentes pensam que não possuem futuro e nem profissão que possam seguir. Nós mudamos isso, os ajudamos a ver um futuro lindo e os incentivamos. Já tivemos alunos que viajaram para fora do país para disputar um campeonato de karatê e voltaram com medalhas. Eles só precisam de estímulo”, comemora Siméia Moraes, CEO da Fundação, que acredita no esporte como ferramenta de transformação social.

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