Hospital CEMA explica como o estilo de vida moderno acelera a condição Especialista alerta que o uso excessivo de telas e a falta de exposição à luz solar estão alterando a estrutura ocular de crianças e adultos, exigindo uma nova rotina de ‘higiene visual’ para frear o avanço
Um levantamento alarmante da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que, em menos de duas décadas (sim, 20 anos), metade dos habitantes do planeta precisará de correção visual para enxergar de longe. Dr. Pedro José Monteiro Cardoso, diretor técnico do Hospital CEMA, centro de referência em oftalmologia com 50 anos de atuação, alerta que não estamos apenas diante de uma questão genética, mas de uma “Geração de Míopes” moldada por fatores ambientais e comportamentais muitas vezes ignorados.
Estudos publicados na revista científica Ophthalmology corroboram a preocupação dos especialistas do Hospital: o esforço excessivo de visão para perto é um dos principais gatilhos.
- Acomodação visual: o uso contínuo de telas (smartphones e tablets) a distâncias inferiores a 30 cm força o músculo ciliar de forma constante.
- Alongamento ocular: pesquisas indicam que esse esforço visual prolongado durante a infância e adolescência sinaliza para o globo ocular que ele precisa crescer (alongar-se) para focar melhor de perto, resultando na miopia.
Um dos pontos mais críticos destacados pelo Hospital CEMA é a falta de atividades ao ar livre.
- Inibição por dopamina: pesquisas conduzidas pela Australian National University demonstram que a exposição à luz solar estimula a liberação de dopamina na retina. Este neurotransmissor atua como um regulador biológico, impedindo que o olho cresça além do normal.
- O perigo do confinamento: crianças e jovens que passam menos de duas horas por dia sob luz natural possuem um risco significativamente maior de desenvolver miopia, independentemente de quanto tempo passam lendo ou usando dispositivos eletrônicos.
“O que estamos vendo é uma adaptação forçada do olho humano a um mundo confinado. O cérebro e a visão estão sendo ‘treinados’ para uma realidade de curto alcance, ignorando que a luz natural é um regulador biológico essencial. No CEMA, nossa missão é alertar que a miopia não é apenas um destino genético, mas, muitas vezes, o resultado de más escolhas”, reforça o especialista.
O Hospital CEMA destaca ainda que a prevenção deve ser encarada como uma rotina de saúde mental e física, alinhada à ideia de que um “cérebro equilibrado pede uma visão equilibrada”:
- Regra de ouro (20-20-20): a cada 20 minutos de uso de tela, foque em algo a 6 metros por 20 segundos;
- Exposição solar controlada: incentivar atividades externas para garantir a reserva de dopamina retiniana e,
- Higiene do sono: a luz azul das telas interfere no ritmo circadiano, o que também pode afetar indiretamente a saúde ocular e o foco durante o dia.
“Precisamos entender que o olho humano não foi projetado para viver em um mundo de 30 centímetros. Por isso, fazer os exames regularmente e ser acompanhado por especialistas aumentam as chances de reverter esse quadro,” finaliza o especialista.
Sobre o Hospital CEMA:
Com 50 anos de história, o Hospital CEMA é referência nacional em oftalmologia e otorrinolaringologia, além de possuir especialidades complementares como bucomaxilofacial, cirurgia plástica estética, distúrbios de ATM, fonoaudiologia, medicina do sono, ortodontia e vascular. Unindo tradição e excelência, a instituição possui a Acreditação ONA Nível III, o grau máximo de segurança hospitalar no Brasil, e conta com um moderno complexo no Belém, que oferece Pronto Atendimento 24 horas, além de uma ampla rede com 19 unidades especializadas.
Fundado pela família Aquino, o hospital consolida-se em seu cinquentenário como um centro de saúde humano e inovador, focado na longevidade e na qualidade de vida de seus pacientes.