Genética forense: amostras de DNA usadas para a solução de crimes

Recentemente dois casos brasileiros usaram comparações de materiais genéticos para buscar conclusões

Você certamente ouviu falar sobre o trágico caso do indigenista e do jornalista desaparecidos no Amazonas. Bruno Pereira e Dom Philips trabalhavam na produção de um livro e de uma reportagem no Vale do Javari, mas desde 5 de junho eles foram dados como desaparecidos durante o trajeto entre a comunidade ribeirinha São Rafael até Atalaia do Norte. Infelizmente, os dois foram baleados e mortos com munição de caça.

O primeiro suspeito é um pescador que foi preso em flagrante por posse de munição de uso restrito. Em seu barco foram encontrados vestígios de sangue. No Rio Itaquaí, próximo ao porto de Atalaia do Norte, foi localizado material orgânico aparentemente humano. Ambos os materiais genéticos foram coletados para análises. 

Os parentes do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Philips cederam seu material genético para ser usado como referência na comparação com o DNA disponível no sangue encontrado no barco do pescador. Com as amostras coletadas, poderá ser feita uma análise comparativa para verificar se aqueles materiais, de fato, são do indigenista e do jornalista, o que pode indicar mais pistas e indícios para a Polícia Federal, que trabalha no caso. 

Esse não foi o único caso recente que deixou o assunto amostras de DNA na boca do povo. Após 30 anos do desaparecimento de Leandro Bossi em Guaratuba, o Governo do Paraná confirmou que uma ossada encontrada corresponde com material genético do menino.

Em fevereiro de 1992, Leandro, de 7 anos, foi visto pela última vez no show do cantor Moraes Moreira e desapareceu, em uma praia de Guaratuba, no Paraná. Na época, não foi encontrado nenhum indício e ele entrou na lista do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride).

Em 1993, no mesmo matagal em que foi encontrada outra vítima desaparecida em abril de 1992, Evandro Ramos Caetano, foi localizada uma ossada com roupas reconhecidas como de Leandro. Esse material foi enviado para um exame de DNA num laboratório em Minas Gerais. No entanto, com a tecnologia disponível até aquele momento, foi afirmado que a ossada não era de Leandro Bossi, mas sim de uma menina. Durante anos não houve qualquer informação nova.

Em 2020, foi realizado um pedido da revisão criminal do caso do menino Evandro, que sumiu na mesma época que Leandro. Com isso, os oitos fragmentos de ossada, encontrados em 1993 foram enviados para comparação com o material genético de oito mães de crianças desaparecidas, entre elas, a mãe de Leandro, Paulina Bossi.

Em junho deste ano, a Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp-PR) informou que a amostra, que teve resultado negativo anos atrás, na realidade tem compatibilidade de 99,9% com o material coletado da mãe de Leandro, provando que os ossos eram dele. O pai do garoto faleceu sem respostas sobre o filho.

Os dois tristes casos nos mostram como, além da medicina, genética é essencial para ajudar a solucionar alguns crimes muito mais rapidamente. Exceto em casos de gêmeos idênticos, ninguém tem o mesmo código genético que outra pessoa. Por isso, a técnica é tão eficiente em identificar criminosos ou vítimas. 

A ciência genética evoluiu consideravelmente nos últimos anos, deixando de ser apenas enredo de filme de ficção científica. O sequenciamento do DNA ficou muito mais rápido, eficaz e barato, possibilitando analisar a variabilidade genética que não era acessível anos atrás, auxiliando novas técnicas forenses, proporcionando o avanço da genética médica e também tornando mais acessível para que qualquer pessoa possa conhecer o que seu próprio DNA diz sobre sua história e sua saúde. 

Já é possível comprar pela internet testes de mapeamento genético que oferecem detalhes sobre a ancestralidade e saúde. De forma muito simples, apenas com uma pequena coleta de saliva feita em casa e enviada de volta ao laboratório, é possível obter todos esses resultados.

Por exemplo, o teste meuDNA Premium faz uma análise completa dos genes e envia os resultados de ancestralidade, com informações sobre a cultura dos povos que compõem o DNA do usuário, e faz uma análise completa dos genes para identificar possíveis mutações associadas ao desenvolvimento de doenças genéticas, como câncer de mama, ovário, próstata, entre outras. Esse pode ser um alerta sobre predisposições que  permitem ações preventivas junto a um médico antes mesmo de qualquer sintoma se desenvolver. 

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O meuDNA Premium é o teste que, com apenas uma amostra de saliva, entrega resultados de saúde e origens, representando uma experiência de autoconhecimento por completo. As análises de saúde utilizam uma técnica avançada para identificar as predisposições a doenças genéticas e serve como uma ferramenta para buscar prevenção. Já os resultados  de ancestralidade contam com 88 populações analisadas, sendo o mais detalhado do país, e revelam as origens da família até 8 gerações atrás. 

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