Setor logístico começa a se preparar para as vendas na Black Friday

0
Centro de distribuição - Foto de aleksandarlittlewolf - br.freepik.com

Tecnologia é uma grande aliada das transportadoras em períodos de maior volume de entregas

São Paulo, agosto de 2021 – Pode parecer que ainda falta muito tempo, mas a Black Friday desde ano vai chegar em um piscar de olhos. Em 2021, a inauguração das promoções natalinas terá início em 26 de novembro, e a expectativa é de grande movimentação nos e-commerces. Essa mudança do comportamento do consumidor brasileiro, incentivada especialmente pelo isolamento social e a pandemia, fez com que a última edição da Black Friday fosse a “mais digital da história”, de acordo com dados da Neotrust/Compre&Confie

Este ano não deve ser diferente. Mesmo com o retorno de comércios e shoppings, o consumidor brasileiro se adaptou rapidamente ao e-commerce e passou a comprar todo tipo de produto pela internet. No ano passado, as vendas online tiveram um crescimento de 47%, a maior alta dos últimos 20 anos. Somente na véspera e no dia da Black Friday, o relatório da Neotrust aponta que foram feitos 7,6 milhões de pedidos com ticket médio de R$ 668,70, e o faturamento total apenas do dia da Black Friday foi de R$ 3,86 bilhões.

Com tanta expectativa, as empresas logísticas precisam se organizar com antecedência para atender à alta demanda de entregas do fim do ano. Além da Black Friday, o Natal também impulsiona as compras online, fazendo dos meses de novembro e dezembro um período bastante movimentado para as transportadoras.

Segundo o CEO do grupo logístico MOVE3, Guilherme Juliani, é importante que os lojistas estejam preparados para demandas maiores que o normal: “Além de planejar e organizar o estoque, ter uma parceria com transportadoras de confiança e que sejam capazes de cumprir prazos é essencial. A etapa final da compra, a entrega dos produtos, é determinante para a fidelização dos clientes. Se o produto chegar no tempo certo, em bom estado, tudo isso faz com que o consumidor retorne ao e-commerce no futuro”.

Tecnologia

Outro ponto destacado por Juliani é em relação às próprias empresas logísticas. O e-commerce já vinha crescendo nos últimos tempos, e cada vez mais brasileiros vinham aderindo às compras online; no entanto, a pandemia acelerou esse processo de forma bastante intensa. “Se as empresas logísticas não estavam se modernizando e se preparando para o crescimento antes do boom do e-commerce de 2020, foram pegas de surpresa. A Moove+, uma das empresas do grupo, passou de 3,5 milhões para quase 10 milhões de entregas por mês em um ano. Isso só foi possível por já estarmos preparados para isso”, avalia.

No caso do Grupo MOVE3, o investimento em tecnologia operacional já tinha sido feito: em 2019, diretores da empresa fizeram uma viagem à China para conhecer as instalações de grandes players do setor, como a Ali Express e a VIP. “Trouxemos a tecnologia que eles usam lá para as nossas atividades. Claro que a proporção de uma Ali Express é gigante, mas só é possível porque eles têm o equipamento necessário. Já estávamos nos preparando para o crescimento.”

Ainda no mesmo ano, foram adquiridos 200 robôs automatizados e uma esteira cross-belt de 800 saídas que permite a roteirização de 17 mil pacotes por hora. Os equipamentos já estão em funcionamento no campus sede do grupo, em São Bernardo do Campo (SP).

Logística reversa

Em épocas em que o consumo é maior, como a Black Friday, é possível que mais clientes necessitem do serviço de logística reversa, para troca ou devolução de produtos. De acordo com Juliani, essa é uma das maiores preocupações dos consumidores: “Nem sempre a logística reversa é feita corretamente, e isso causa muito estresse para quem compra um produto que não serviu ou veio com algum defeito de fábrica. Essa etapa é essencial para garantir uma boa experiência de compra”.

Essa é uma etapa que vem ganhando cada vez mais atenção por parte do setor logístico, tanto para atender às necessidades do comprador final quanto das empresas vendedoras. “Nosso processo de logística reversa faz o retorno dos produtos que são devolvidos por desistência da compra, troca e também pelo descarte correto. Por meio de agendamento, o cliente pode escolher a melhor hora para fazer a devolução em um dos nossos 280 pontos, sejam franquias ou filiais. Tudo é feito com segurança e rastreabilidade garantida”, finaliza o executivo.

Sobre o Grupo MOVE3

Guilherme Juliani, CEO do Grupo MOVE3
Guilherme Juliani, CEO do Grupo MOVE3 | Thiago Bauermann

O Grupo MOVE3 está presente no mercado há mais de 25 anos e é referência em logística no Brasil. Sediado em São Bernardo, no ABC Paulista, opera em um espaço de mais de 20 mil m². Entre as empresas que fazem parte do grupo está a Flash Courier, líder no setor bancário e com uma carteira de clientes composta por agências financeiras, bancos, empresas de ingressos, gestoras de benefícios como vale alimentação, refeição e transporte, planos de saúde, entre outros segmentos, além da Moove+Moove+ Portugal, a gráfica Jall Card e a fintech M3Bank. Para se ter uma ideia da proporção da operação, atualmente, a malha de distribuição realiza em torno de 10 milhões de entregas por mês.

Nos últimos anos, o Grupo MOVE3 investiu pesado em tecnologia e inovação – como robótica, mobile, big data, automação e sharing economy – e no processo de adaptação às novas exigências do governo, em especial as obrigações de CT-e, MDF-e e SPED, que de maneira geral, têm o objetivo de garantir a transparência e a segurança durante o transporte. Além disso, a empresa está licenciada para operar no mercado de logística e distribuição de produtos certificados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), segmento que tem impulsionado ainda mais o crescimento da empresa.

Instagram Adoro Plantas
Artigo anteriorAtraso na baixa de gravame de veículo quitado pode gerar dano moral?
Próximo artigoOlimpíadas: veja os atletas que mais bombaram nas redes